quarta-feira, 12 agosto 2020

“Não agrade os ingratos, nem sirva aos folgados”

Precisamos parar de tentar agradar aos ingratos, de servir gente folgada, de nutrir amizades duvidosas, para que possamos percorrer somente os encontros verdadeiros.
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Viver é mergulhar na própria vida

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Às vezes, em nossa vida, tudo parece tão obscuro e profundo. Às vezes nossa alma não entende os desdobramentos existenciais que nos chegam. Diante desse conflito, nos perguntamos “Onde está o prumo? Onde está o rumo? Qual a direção? Onde está o caminho?”.

Nós vamos seguindo e nos perguntando “O que é vida? O que é morte?”. E frequentemente sentimos que só há uma resposta: os dois são entrelaçados.

Passamos a entender o que nosso gênio da música, Chico Buarque, quer dizer quando canta “Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu”. Mesmo vivos, há tanta estagnação! Mesmo movendo-nos, há tantas pausas!

A confusão às vezes é como fumaça: enquanto se está dentro dela, quanto mais se olha, mais a visão se embaça, os olhos ardem, o ar nos falta.

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Mediante tudo isso, cabe pararmos e dizermos: talvez isso tudo seja a própria vida nos falando que é preciso ir além, rasgar essa fumaça e poder, enfim, respirar e ver plenamente no ambiente límpido. Porque, por vezes, viver é se quebrar mesmo. Por vezes, viver é mergulhar na própria vida e encontrar um “mundo de montanha-russa”: causa medo e dor, mas quão grande euforia nos proporciona!

Vida é mesmo movimento? Então, quer saber? Quero vendaval! Quero sopro! Quero turbilhão! Quero sentir meu corpo inteiro pulsar! Quero calor! Quero sentir! Ah, quero vida!

E, como é típico da vida, ela vem, depois de tudo isso, nos surpreender: mostra-nos como é bonito que sempre dá para respirar, quando chegamos lá na frente. Conseguimos ouvir nossa respiração; a visão parece menos turva; os olhos podem abrir-se sem medo, pois o momento de fumaça passou.

A vida é uma passagem aqui nesse espaço-tempo em que eu posso fazer dela algo maravilhoso. É a possibilidade que eu tenho de construir algo extremamente significativo para mim. Ou seja, é a chance que eu tenho de viver momentos incríveis e únicos! Entretanto, se nos prendermos aos momentos de fumaça, ela se tornará uma mera passagem em branco, uma eterna espera pelo fim da enfadonha existência, uma contagem regressiva para o findar dessa tortura. Portanto, façamos dela aquela aventura que, ao olharmos para trás, em meio a tantos desencontros, esmagamentos existenciais, robustas e profundas ferroadas da “vespa-vida”, possamos dizer “valeu a pena!”. Trocando em miúdos, a vida é o que eu faço dela.

Respiremos, então, e prossigamos – pois, vale a pena.

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