terça-feira, 2 junho 2020

“Não agrade os ingratos, nem sirva aos folgados”

Precisamos parar de tentar agradar aos ingratos, de servir gente folgada, de nutrir amizades duvidosas, para que possamos percorrer somente os encontros verdadeiros.
Início Cotidiano Regra de segurança número um: mantenha distância de quem vive perto de explodir.

Regra de segurança número um: mantenha distância de quem vive perto de explodir.

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Com todo o respeito, gente que estoura fácil me dá vontade de sair correndo. Não gosto, não. Todo sujeito orgulhoso de ter o pavio curto me parece uma besta, um asno, um animal incapaz de controlar os próprios ímpetos. Alguém que me causa pânico e me faz querer distância de sua presença.

Lamento lá no fundo que ainda se confunda uma postura tão somente estúpida com “personalidade forte”. Ao contrário, gente que não controla a própria raiva ou não domina uma paixão momentânea sofre de uma fraqueza essencial e ponto. Quem diz que “fulano é genioso” para se referir a alguém destemperado e briguento não sabe o tamanho da besteira que fala.

Aliás, eu não sei quem é pior: o gênio que não consegue refrear seu impulso raivoso ou o picareta que sai por aí anunciando ser incapaz de sentir raiva. Um é verdadeiro demais e o outro é falso, descaradamente mentiroso e dissimulado.

Ninguém que esteja em dia com as suas faculdades mentais é capaz de não sentir raiva. Nem o Papa, o Dalai Lama e a mais santa de todas as criaturas boas deste mundo escapam de um sentimento ruim vez em quando. Acontece que essas almas evoluídas se tornaram capazes de reconhecer suas emoções negativas e transformá-las em outra coisa. Ou você acha mesmo que um monge budista tropica numa pedra imensa,
estoura o dedinho e seu primeiro sentimento é de alegria? Eu aposto que não. Ainda que ele não demonstre, seu impulso imediato é xingar a mãe da pedra. Depois passa, ele controla a raiva e fica tudo certo.

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Todo mundo sente raiva de alguém ou alguma coisa uma hora e outra. Está na natureza do ser humano. É que a gente lida com a ira de modos diversos. Cada um do seu jeito.

Aqui do meu canto, no exercício da minha liberdade de pensamento, eu não gosto de quem tem o pavio curto nem de quem se faz de besta e esconde o próprio pavio. Gente dada a disfarces. Para mim, um e outro não sabem lidar com a própria raiva. Um tem orgulho de exibi-la, outro não tem vergonha de disfarçá-la. Os dois são bombas ambulantes sempre perto de explodir. De um e de outro, por simples questão de segurança, eu prefiro ficar bem longe.

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A autora/o autor:

André J. Gomes
André J. Gomeshttp://www.revistaletra.com.br/
Jornalista de formação, publicitário de ofício, professor por desafio e escritor por amor à causa.
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