• Início
  • Artigos
    • Seleção Caminhos
    • Sociedade
    • Psicologia
    • Família
    • Relacionamentos
    • Arte & Cultura
    • Cotidiano
    • Educação
    • Filosofia
    • Humor
    • Literatura
    • Miscelânea
    • Mundo animal
    • Mundo virtual
    • Música
    • Religião & Espiritualidade
    • Saúde & Bem-estar
  • Sobre caminhos
  • Contato
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Início
  • Artigos
    • Seleção Caminhos
    • Sociedade
    • Psicologia
    • Família
    • Relacionamentos
    • Arte & Cultura
    • Cotidiano
    • Educação
    • Filosofia
    • Humor
    • Literatura
    • Miscelânea
    • Mundo animal
    • Mundo virtual
    • Música
    • Religião & Espiritualidade
    • Saúde & Bem-estar
  • Sobre caminhos
  • Contato
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Home Miscelânea

Reflexões sobre a padronização da escrita: petições, redações e cartas de amor.

por Luccas Tartuce
13 de maio de 2019
em Miscelânea
3 min read
0
4
Compartilhamentos
34
Visualizações
Share on FacebookShare on Twitter

Há algum tempo atrás, escrevi alguns parágrafos criticando o rebuscamento e a metodologia da linguagem jurídica sob a ótica de Schopenhauer. Como principal argumento, defendi que os juristas não deveriam utilizar suas peças para exibir seus conhecimentos linguísticos do século retrasado, mas para, sem rodeios ou realces, conversar com o juiz.

À época, talvez por minha inabilidade, alguns leitores confundiram o termo “conversar” com coloquialismo e continuaram a associar uma boa escrita com complexidade e obediência. Hoje, mais maduro, completo: azar o deles. Nem todas conversas são para todos os ouvidos. Mas aos desprendidos destas ilógicas correntes, continuo: a essência da escrita é a comunicação. Então, objetivamente, o melhor escritor é aquele que melhor se comunica. O que melhor passa seu recado. Por isto, insisto na tese que após adquirir certa desenvoltura, o escritor deixa de “escrever” e passa a “conversar” através do papel, como se as letras fossem a própria voz saindo de sua boca.

Da mesma forma em que certas ocasiões falamos formalmente, podemos conversar desta maneira também no papel. Me tomando como exemplo, nas manhãs ocupo-me em escrever peças jurídicas apoderas de institucionalidades e termos técnicos; já à noite, escrevo centenas de palavrões e gírias enquanto discorro sobre cerveja ou futebol.

Escrever, como qualquer outra coisa, requer certa autenticidade. Ninguém transa igual. Ninguém canta igual. Porque escreveríamos de forma padronizada? A verdade é que se Saramago ou Bukowski escrevessem uma redação do ensino médio, ambos zerariam. Em contrapartida, todas as redações com nota dez seriam praticamente iguais. Pois ensinam por aí que trocar virgulas por pontos pode te render alguns décimos a menos no seu tão sonhado vestibular, criando um molde matemático para uma arte quase subjetiva.

Acredito que a maior preocupação de quem escreve (bem) é imprimir sua voz nas linhas, para que os leitores saibam antes mesmo de ver a assinatura ao final: este é daquele autor. E esta voz só pode ser demonstrada através do estilo. Estilo, a grosso modo, é a manipulação do conteúdo e da forma do texto. Trata-se de adequar as regras gramaticais a seu gosto, mas, ainda assim, obedece-las. É a capacidade de utilizar os instrumentos textuais para ir além do que está disposto na folha, demonstrando sua própria identidade através da abordagem, vocabulário e ritmo.

Suassuna não trocava seu “oxente” pelo “ok” de ninguém.

Suassuna, como o bom nordestino que era, dizia que não trocava seu “oxente” pelo “ok” de ninguém. Além de demonstrar paixão por sua cultura, podemos extrair disso que, a partir do momento em que se desperta tal identidade, qualquer autor que se preza recusaria passar por um processo de padronização.

Indo além, digo também que nunca deveriam traduzir poesia. Mesmo com toda boa vontade e esforço do tradutor, outra língua nunca será capaz de reproduzir com precisão a essência de um poema. Não se trata apenas de sonoridade, apesar disto fazer uma grande diferença (pergunte ao corvo), pois a própria a escolha das palavras também faz parte da identidade do autor. E há muito mais subjetividade nessas escolhas do que se imagina – há até quem diga que a habilidade de um escritor se baseia nisto. É uma questão cultural, creio. Eccitata, por exemplo, significa tesão, mas não o tesão daqui, entende? Não o tesão aos moldes tupiniquins.

Assim ou assado, em minha imodesta opinião, a única regra a ser seguida é a de Machado: não aborrecer. E o que poderia ser mais chato do que substituir sua identidade por uma receita pré-concebida? Portanto, meu amigo, rebele-se. Utilize o papel, seja em suas petições, redações ou cartas de amor, para mostrar quem é e passar seu recado como há de ser passado: à sua maneira.

Tags: EscritaEscritoresReflexãox
Compartilhe2Tweet1Compartilhe
Post anterior

Não existe amor certo na hora errada. Se existe amor, a hora é o que menos importa.

Post seguinte

O sentimento de ter nascido na terra ou na família “errada”

Luccas Tartuce

Posts relacionados

Os segredos da amizade verdadeira

13 de maio de 2019

As doze tarefas – A missão de cada um dos 12 signos do Zodíaco

12 de maio de 2019
Comportamento

Como reconhecer se um homem é emocionalmente inteligente

12 de maio de 2019
Miscelânea

Quero um Natal pequeno…

12 de maio de 2019
Gente

Liberdade é poder escolher um mundo de opostos…e não sentir culpa por isso.

12 de maio de 2019
Comportamento

Hey, qual é o seu nome?

12 de maio de 2019
Post seguinte

O sentimento de ter nascido na terra ou na família “errada”

Comentários sobre post

Caminhos no Facebook

Posts recentes

Não contamine seu futuro com os erros do seu passado.

17 de julho de 2019

Destruição do meio ambiente: culpa dos mais velhos? Será?

15 de maio de 2019

Viajar inspira. Viajar liberta.

14 de maio de 2019

O mundo não é dos espertos, mas sim dos honestos

13 de maio de 2019
  • Sobre caminhos
  • Direitos autorais
  • Termos de uso
  • Política de privacidade
  • Impressum/Disclaimer

© 2015-2019 Caminhos - Todos os direitos reservados

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Início
  • Artigos
    • Seleção Caminhos
    • Sociedade
    • Psicologia
    • Família
    • Relacionamentos
    • Arte & Cultura
    • Cotidiano
    • Educação
    • Filosofia
    • Humor
    • Literatura
    • Miscelânea
    • Mundo animal
    • Mundo virtual
    • Música
    • Religião & Espiritualidade
    • Saúde & Bem-estar
  • Sobre caminhos
  • Contato

© 2015-2019 Caminhos - Todos os direitos reservados