Preze por sua individualidade, não pelas opiniões dos outros
Desenvolvimento Pessoal

Preze por sua individualidade, não pelas opiniões dos outros

Tentar parecer com o que se considera “maioria” é provocar uma lenta e dolorosa perda de identidade.

Por Alessandra Piassarollo

Não pretendo que este texto seja um conselho, mas ele existe porque muita gente ainda precisa se libertar do vício de viver e agir conforme as expectativas dos outros. Abrir mão da individualidade ainda é comum e impede muitas pessoas de viverem de forma plena e com a liberdade a que têm direito.

Deveria ser considerado atraso de vida a ideia de sofrer por opiniões desrespeitosas, que impõem seus padrões sem dó nem piedade, mesmo sabendo que cada pessoa é única e diferente das demais.

Entendo que a sensação de não se encaixar nesses padrões causa dor e muita cobrança. Mas acredite: tentar parecer com o que se considera “maioria” é provocar uma lenta e dolorosa perda de identidade.

O mal vem de gente nociva, que não sabe limitar suas opiniões e conceitos e quer que todos se encaixem neles; que vive pra regular a vida das outras pessoas de acordo com o que acredita ou quer para si. Para frear esse tipo de comportamento o melhor a fazer é não dar crédito, deixando claro que cada um deve cuidar do “seu quadrado”.

Preze por sua individualidade, não pelas opiniões dos outros
Faça apenas o que realmente desejar fazer.

No fundo, essa imposição de padrões não passa de uma tentativa mal elaborada de aceitação de si mesmo. Afinal, não pode existir padrão, se cada pessoa é única, com sua voz, seu jeito de andar, seu tom de pele e um número incontável de outras particularidades.

Não tem essa de querer ser igual à maioria, porque na essência, ninguém é. Nem deve querer ser.

Preocupemo-nos com a saúde, com bons hábitos, com a ética. Isso sim pode ser preocupação pra maioria. Mas a cor das mechas do cabelo, o número do manequim e como gastamos nosso tempo são informações particulares. E são detalhes como esses que criam nossa identidade.

A graça está em saber que cada voz é diferente, cada risada sai de um jeito e que cada um tem suas manias. Não haveria graça nos encontros entre amigos ou em nossos locais de trabalho, por exemplo, se todos fossem iguais, com seus gostos e seus assuntos. Como aconteceria interação entre as pessoas? Seria um fiasco.

Para quem está sendo esmagado pelos conceitos (ou preconceitos) dos outros e está travando uma batalha consigo mesmo porque acha que não é igual à maioria, uma afirmação: realmente, você não é igual a todo mundo! E isso não é mau, é formidável!

Você nunca será igual às outras pessoas. Por isso economize-se. Não se dê ao trabalho de ir a lugar nenhum, comer algo que não goste, ou se vestir desta ou daquela forma, só porque te disseram que é legal, gostoso ou que está na moda. Faça apenas o que realmente desejar fazer.

Guie-se por seus próprios gostos e escolhas e seja feliz com sua autenticidade. Augusto Cury, com toda a propriedade afirma que: A individualidade deve existir, pois ela é o alicerce da identidade da personalidade”.

Em outras palavras eu diria que: Xerox é para papel, não para pessoas.

Sobre o autor/a autora

Alessandra Piassarollo
Alessandra Piassarollo
Administradora por profissão, decidiu administrar a própria casa e o cuidado com suas duas filhas, frutos de um casamento feliz. Observadora do comportamento alheio, usa a escrita como forma de expressar as interpretações que faz do mundo à sua volta. Mantém acessa a esperança nas pessoas e em dias melhores, sempre!

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