segunda-feira, 13 julho 2020

“Não agrade os ingratos, nem sirva aos folgados”

Precisamos parar de tentar agradar aos ingratos, de servir gente folgada, de nutrir amizades duvidosas, para que possamos percorrer somente os encontros verdadeiros.
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10 coisas que você deveria observar na escolha de um psicoterapeuta

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Uma psicoterapia pode ser de grande ajuda para qualquer pessoa e não somente para quem tem problemas psíquicos sérios. Todos nós carregamos coisas dentro de nós que podem nos atrapalhar ou simplesmente passamos por fases de grande carga emocional e mental e precisamos de um acompanhamento profissional.

Uma vez decidido que se quer fazer uma terapia, o próximo passo seria o de achar o terapeuta certo para sua pessoa e para os problemas que você anda enfrentando, o que nem sempre é fácil. As dicas a seguir talvez lhe ajudem nessa tarefa. Observe-as antes do início da terapia ou durante as primeiras sessões, procurando outro terapeuta assim que perceber que o profissional em questão não é o ideal para você.

1. Busque uma recomendação

Esse deve ser a primeira coisa a ser observada. Procurar um terapeuta na internet ou na lista telefônica, sem saber direito de quem se trata, pode ser uma aventura arriscada. Pergunte no seu círculo de amizades e na própria família se alguém conhece um bom terapeuta. Você também pode perguntar a um médico de sua confiança. É claro que o terapeuta que foi bom (ou ruim) para outra pessoa não tem que ser bom (ou ruim) para você, mas isso reduz o risco de você cair nas mãos de um “louco” disfarçado de terapeuta, coisa que infelizmente existe e nem é tão rara.

2. Veja que tipo de terapia precisa e confira a qualificação do terapeuta

Tente se informar antes sobre os tipos de terapia que existem e qual poderia lhe ajudar. Depois de esclarecer isso, busque um terapeuta que possua a devida qualificação. O problema aqui é que quem vende tomate oferece tomate e quem vende pimentão oferece pimentão. Em outras palavras: o terapeuta irá lhe oferecer a terapia que ele sabe/costuma fazer e não aquela que você talvez precise. Se um terapeuta se especializou, por exemplo, em terapia do comportamento, é isso que ele irá lhe propor, mas talvez não seja essa a terapia indicada para você.

3. Cuidado com terapeutas que falam muito de si

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A constelação numa psicoterapia é clara: um paciente necessita de ajuda e o terapeuta tenta ajudá-lo. Assim, o foco da terapia tem que estar no paciente. Infelizmente, há terapeutas que usam as sessões com seus pacientes para se colocar em cena, para falar de si, dando o tempo todo exemplos de sua própria história, focando a terapia em si mesmo e não em quem procura seu acompanhamento.

4. Não aceite qualquer forma de desrespeito ou de menosprezo de sua pessoa

De um lado, o paciente, do outro, o terapeuta. Aqui temos duas pessoas com funções diferentes em uma determinada situação. Todavia, essa é a única diferença entre os dois. No mais, são duas pessoas com os mesmos direitos de serem tratadas no mesmo nível e com o devido respeito. Se você perceber que o terapeuta que não lhe trata de igual para igual e lhe passa a impressão de que ele se acha superior a você ou lhe vê como alguém inferior a ele, troque urgentemente de terapeuta, já que alguém que não lhe respeita não tem realmente condições (e talvez nem mesmo real vontade) de lhe ajudar.

Um sinal de que um terapeuta não lhe respeita é quando ele lhe deixa aguardar por muito tempo na sala de espera do consultório, apesar de você ter uma hora marcada. Não há nada demais se isso acontece esporadicamente e o terapeuta explica o motivo e se desculpa, mas não é nada bom quando é a regra. Quem lhe deixa esperar, desrespeita seu tempo e, assim, desrespeita você. Outro sinal de desrespeito seria quando o terapeuta fala com o paciente como se esse fosse uma criança ou tivesse alguma limitação mental.

5. Não aceite ser somente um entre muitos

Você busca um psicoterapeuta e o encontra. Ele passa então a ser “seu” terapeuta, assumindo um papel importante em sua vida por um tempo. Em contrapartida, o terapeuta tem muitos pacientes e você será mais um entre eles. Até aí, tudo bem. Está na natureza da coisa. Entretanto, apesar de ter muitos pacientes, o terapeuta precisa lhe enxergar como indivíduo e lhe tratar como tal, já que seus problemas SEMPRE serão também individuais (mesmo que haja critérios, diagnósticos e tratamento comuns para diversas pessoas). Poucas serão suas chances de progredir na terapia se o terapeuta não reconhece essa individualidade de sua pessoa e de seus problemas, lhe tratando “de forma padrão”.

6. O terapeuta certo terá tempo para você

Uma sessão de psicoterapia pode mexer muito com o paciente, trazendo à superfície coisas que estavam guardadas dentro dele, podendo fazer com que ele “reviva” emocionalmente experiências negativas do passado ou descubra coisas atuais das quais ainda não tinha consciência. Aqui é importante que o terapeuta ofereça uma nova sessão dentro de um prazo razoável para que a pessoa não fique perdida com os problemas que a terapia (re)ativou. Não faz qualquer sentido então se o terapeuta leva a pessoa a descobrir algo dentro dela que lhe tira dos trilhos, que lhe deixa confusa, triste, deprimida ou seja lá o que for, mas depois não tem tempo para amparar o paciente, mandando-o voltar semanas ou meses depois.

7. Cuidado com ofertas de terapia on-line

Para alguém que está longe de casa (talvez em outro país), por exemplo, pode fazer muito sentido conversar com um terapeuta pela internet, sem dúvida. Entretanto, um acompanhamento on-line jamais será a mesma coisa que uma psicoterapia presencial. Já é difícil entender bem o que se passa com uma pessoa que está à sua frente, olhando-a nos olhos. À distância, isso é mais difícil ainda. Um terapeuta sério pode até oferecer ajuda pela internet, mas deixará sempre bem claro que não é a mesma coisa que uma terapia “ao vivo”. Desconfie se alguém quiser lhe convencer de que as duas formas de acompanhamento seriam a mesma coisa.

8. Observe se o terapeuta fala uma linguagem que você entenda

Há terapeutas que acham que precisam usar termos complicados (para impressionar o paciente, para mostrar que estudou e entende da matéria?), o que para o paciente é algo inteiramente contraprodutivo. Do que adianta fazer uma terapia se o paciente (que não estudou psicologia!) não entende o que o terapeuta diz?

Esses terapeutas que gostam de “falar complicado” geralmente têm algum problema com sua autoestima e podem ser muitas vezes facilmente identificados por causa dos diplomas e certificados que penduram na parede do consultório, em local bem visível para o paciente.

9. Tenha cuidado com os preconceitos do terapeuta

A principal característica de um terapeuta e de qualquer um que se propõe a ajudar outras pessoas deveria ser a humildade, a humildade de quem compreendeu que, por mais que estude e se prepare, tudo que ele sabe é ainda muito pouco e que há muita coisa neste mundo que não entendemos e não sabemos explicar, respeitando aquilo no que o paciente acredita. Se você é uma pessoa que tenta levar uma vida espiritual, por exemplo, mas seu terapeuta rejeita sua espiritualidade porque ELE não acredita nisso ou acha que seja bobagem, procure outro. Ideologias, crenças e preconceitos do terapeuta não são importantes para a terapia e deveriam passar bem longe dela. Um bom terapeuta é aberto para tudo que pode ajudar o paciente em sua situação de vida e aceita suas escolhas.

10. Cuidado com muita intimidade com o terapeuta e saiba que simpatia é importante, mas nunca deve ser o critério principal

Há quem troque de terapeuta argumentando que não o achou muito simpático, que a “química não bateu” e coisas semelhantes. É claro que é importante que haja uma simpatia básica entre terapeuta e paciente, já que se falará de coisas bem pessoais na terapia, mas não precisa ser a maior simpatia do mundo. Lembre-se: você busca um terapeuta e não um amigo. Uma simpatia muito forte pode ser até desvantajosa, principalmente se você for uma pessoa que tenta sempre agradar aos outros. Há o risco de você “gostar” tanto do terapeuta que termine tentando agradá-lo, escondendo tudo aquilo que poderia manchar sua imagem junto a ele, o que numa terapia não faz qualquer sentido, já que a honestidade é um critério essencial. Escolha então um terapeuta que lhe seja simpático, mas entenda que há outros aspectos a serem observados. Não adianta ter um terapeuta que é “uma pessoa superbacana”, mas que não lhe ajude realmente.

Com o passar do tempo, você contará coisas íntimas ao terapeuta, mas não confunda essa intimidade. Não é e jamais será a mesma intimidade que você tem com seus amigos ou parentes. Se houver uma intimidade demasiadamente forte, ao ponto de prejudicar a distância profissional a ser mantida entre paciente e terapeuta, talvez seja o momento de buscar outro. E desconfie se o terapeuta forçar uma aproximação que vá além da terapia, dando-lhe o telefone pessoal, dizendo que você pode ligar a qualquer hora ou até mesmo sugerindo encontros fora do consultório, como tomar uma cervejinha ou um café na esquina. Tal comportamento sinaliza uma postura pouco profissional e não deveria ocorrer.

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