terça-feira, 2 junho 2020

“Não agrade os ingratos, nem sirva aos folgados”

Precisamos parar de tentar agradar aos ingratos, de servir gente folgada, de nutrir amizades duvidosas, para que possamos percorrer somente os encontros verdadeiros.
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Psicanálise para iniciantes e curiosos

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A Majestade: O Divã

O Divã em psicoterapia, na maioria das vezes, representa um objeto de muito medo ao paciente que está iniciando o processo de psicanálise e, outras vezes, é fonte de curiosidade. Para que serve  o divã em psicanálise?

Esse artigo despretensioso tem como  objetivo: explicar aos curiosos, desmitificar e ao mesmo tempo enaltecer esse instrumento de trabalho tão precioso para alguns psicanalistas como é o estetoscópio é para o médico.

A Invenção: O divã foi introduzido por Freud no tratamento psicanalítico depois que abandonou o uso da hipnose, pois observou  que muitos de seus pacientes não se deixavam hipnotizar e a “cura” dos sintomas da histeria era temporário.

E desde então, Freud passou a utilizar a Associação Livre. Esse método consiste que o paciente deite-se no divã e relate ao analista tudo e qualquer coisa que lhe passe a mente. Pode ser conteúdos atuais e corriqueiros, pensamentos, emoções e lembranças.

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O Objetivo: O divã tem uma dupla função, uma se refere ao analisando, pois ao se deitar, coloca-se numa posição de recolhimento, sem olhar para a figura do psicanalista, possibilitando assim, um contato maior consigo mesmo, facilitando as lembranças, sentimentos e emoções.

Dessa forma, consegue recordar suas vivências e queixas sem o olhar do analista, e consegue estar seguro para fazer suas livres associações, esse é o material trabalhado em psicanálise.

 

O segundo objetivo, está ligado ao analista que é mantê-lo protegido dos olhares curiosos de seus pacientes. O analista deve ser neutro e aberto a escutar qualquer conteúdo, portanto, se o profissional  tiver a preocupação de vigiar suas expressões faciais e a postura o todo o tempo do atendimento, impede de concentrar-se totalmente nas palavras que cada paciente traz e o que essas palavras provocam no analista.

Modo de usar:  A poltrona do analista deve estar sempre atrás do divã, ou seja, os olhares do paciente e do analista não se encontram. Esse posicionamento, permite que o analisando tenha uma experiência incomum, pois não enxerga seu interlocutor e concentra-se profundamente em seus processos mentais. E permite que o analista sinta-se livre para absorver o conteúdo de cada paciente que está em atendimento.

O paciente só vai para o divã depois das entrevistas iniciais, pois é depois dessa avaliação que se define a demanda do paciente e como será conduzido o processo analítico. Sendo assim, o uso do divã marca o inicio do processo psicanalítico.

Importante lembrar que o divã é um instrumento de trabalho do psicanalista, mas não a condição única de trabalho em psicanálise.

Elisangela Siqueira

Psicóloga com especialização em Psiquiatria e Psicologia da Infância e da Adolescência e em Psicoterapia Psicanalítica Breve. Mais de 10 anos de experiência. Atendimentos presenciais e online. Colunista dos sites CONTI outra e Caminhos. www.apsicanalistaonline.com.br

 

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Elisangela Siqueira

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A autora/o autor:

Elisangela Siqueira
Elisangela Siqueirahttp://www.apsicanalistaonline.com.br/
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