sábado, 6 junho 2020

“Não agrade os ingratos, nem sirva aos folgados”

Precisamos parar de tentar agradar aos ingratos, de servir gente folgada, de nutrir amizades duvidosas, para que possamos percorrer somente os encontros verdadeiros.
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Amor que não se perde

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Aquele sentimento de perda abate os dias, nos traz uma solidão inexplicável e arranca de nós a alegria. Os sorrisos se transformam em soluços. O sentimento bom dá lugar a angústia. Nos vemos diante de um caos, de uma dor que se instala em nós, quando ele nos diz não ou nos isola. Não sabemos o que é pior, um não com louvor ou a barreira que ele arquiteta contra o amor que sentimos.

Nada é mais dolorido e inflamado do que amor deixado, quando alguém diz não e o outro se atina em desesperos. O fim de um relacionamento tem a capacidade de arrancar de nós com violência, as esperanças e os sentimentos bons. Quando alguém nos intimida com a decisão de um término, o nosso coração se entrega ao desmazelo de viver temporário. A sensação da perda pode passar rápido ou pode nos manchar uma vida toda.

 

O rompimento pode ser superado e servir de experiência, mas também pode virar paranoia, e nos impedir de vivermos mais uma vez o amor. A
vida é feita de experiências boas, ruins e de escolhas. O sofrimento é a prova de que somos frágeis, mesmo quando somos uma pessoa centrada e pés no chão. Ninguém escapa do choro ao perder alguém. Não há ninguém que não precise enxugar as lágrimas das decepções e continuar a vida. Existe também quem se entrega a dor e começa a morrer antes do tempo.

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Um “não” de alguém que amamos é como umenvenenamento na alma, é pior do que chama incessante, é dor que não se controla. Quando se rompe um gostar é como cortar a veia da vontade de existir e morremos naquele momento quando falta o sentimento dele para alegrar os dias.

Tudo que deixa de existir nos causa um vazio. Quando um alguém parte, leva com ele sentimentos de longos tempos e nos deixa a apatia de que foi bom. Foi bom enquanto durou – como se dizem por aí. Foi! Foi mais do que bom, porque fez parte de nós, nos alimentou com alegria, nos saciou em dias tristes e agora nos vemos sem muita vontade de existir. É assim que nos sentimos quando somos partidos ao meio ou em pedacinhos por ele.

Não somos preparados o suficiente para perdermos. Quando há perdas, toda nossa vida fica incompleta. A pior traição não é ser trocada por outra pessoa, isto é sacanagem. A pior traição é quando não somos mais um que se divide em dois, é quando a outra pessoa sem qualquer preocupação com nós, nos dá um fora inesperado sem muitas explicações ou simplesmente vai fugindo
aos poucos até desaparecer.

Se é preciso partir, apenas vá, mas que seja leal, transparente, sem desculpas absurdas e histórias de esperanças. Dar esperança a alguém apenas para aliviar a dor, é puramente covardia, é matar os sentimentos do outro sem culpa. Não tente maquiar o que precisa ser realmente exposto, seja sua vontade acima de tudo, mesmo que o outro sofra, melhor assim, do que ser mentiroso duas vezes.

Ser leal para um adeus, é melhor do que ser covarde em dizer não dá mais com dignidade. Quem parte sofre menos, bem menos, porque já tem outras intenções ou está vivendo outra situação. Quem é deixado, carrega a cruz da dor e se agarra ao tempo, ao destino, para suportar as fragilidades e recomeçar.

Todo ressentimento leva um tempo para ser esquecido e recomeçado. Quando alguém parte, não era para ser seu. Um dia, entendemos que a separação é um acontecimento que foi preciso, porque amor quando é de verdade, não parte, não nos deixa… Se te enlouquecer, é doença. Se for amor, é alimento.

 

Simone Guerra

Simone Guerra, mãe, educadora, escritora ao vento, amante da Literatura e apaixonada por livros. Premiada em concursos literários e pedagógicos. Autora do blog “Entre Palavras e Sentimentos”. Co-autora do livro “Vestidas de Palavras”. Autora do romance “Recomeçar Sem Medo”. Colunista do site Caminhos. www.entrepalavrasesentimentos.com

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A autora/o autor:

Simone Guerra
Simone Guerrahttp://www.entrepalavrasesentimentos.com/
Simone Guerra é mãe, escritora, professora e encantada pela vida. Brasileira morando na Holanda. Ela não é assim e nem assada, mas sim no ponto. Transforma em palavras tudo o que o coração sente e a alma vive intensamente. Apaixonada por artes, culturas, línguas e linguagem. Não dispensa bolo com café e um dedinho de prosa.
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