quinta-feira, 13 agosto 2020

“Não agrade os ingratos, nem sirva aos folgados”

Precisamos parar de tentar agradar aos ingratos, de servir gente folgada, de nutrir amizades duvidosas, para que possamos percorrer somente os encontros verdadeiros.
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Difícil é amar o outro quando as coisas não vão bem

Difícil é amar quando as coisas não vão bem, quando o outro está indisposto e hoje não conseguiu nem te desejar um bom dia porque não dormiu muito bem a noite e a semana não está sendo das melhores.

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É muito fácil amar alguém quando esse alguém é uma representação exata e ideal dos nossos anseios, quando esse alguém nos preenche o vazio e sempre, sempre está ali fazendo de tudo por nós. Difícil é amar quando as coisas não vão bem, quando o outro está indisposto e hoje não conseguiu nem te desejar um bom dia porque não dormiu muito bem à noite e a semana não está sendo das melhores.

Difícil é amar alguém depois de uma discussão, quando os ventos sopram contrários e você só consegue fazer uma oração, como quem não tem mais argumentos. É mesmo muito difícil amar quando o outro tem problemas e a gente precisa ser muralha e não barreira, quando o inverno chega e você precisa ser aconchego, precisa ser abrigo.

Difícil é amar o outro quando o sorriso insiste em se esconder e o choro persiste em aparecer. Como é difícil segurar as mãos quando o orgulho se faz presente e abraçar o outro como quem lhe desculpa algum erro. Difícil é amar o outro quando a tempestade vem e parece não querer cessar, quando o café esfria e você não sabe como esquentar.

Difícil é olhar nos olhos do outro e ter compaixão, mesmo depois de tantos erros, mesmo com tantos tombos. É difícil respirar fundo e continuar amando depois de uma palavra que fere, quando, na verdade, estávamos precisando de um toque acolhedor.

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O amor é um mar de imperfeições. Sabemos da profundidade de nossas palavras, de nossas atitudes, mas, às vezes, na maioria das vezes, não conseguimos medir isso e acabamos afogando o outro com as nossas ondas.

É fácil amar o outro quando ele nos oferece tudo, quando o outro é sempre abrigo e o sorriso está sempre presente. Difícil é amar na tempestade, quando a chuva não quer cessar, quando os ventos estão fortes e você precisa segurar a mão do outro como quem está ali para ser um porto seguro, mesmo não sendo tão forte assim.

Se existe orgulho, desculpe-me, mas não é amor. Se não tem paciência, eu repito, não é amor. Se as palavras são grosseiras e o tom de voz parece aumentar por qualquer coisa, eu insisto em dizer, não é amor. O amor é paciente, o amor é bondoso, o amor não se ira facilmente.

É difícil, sim, engolir nosso orgulho e reconhecer que erramos. Como é difícil olhar nos olhos do outro e pedir desculpas, em tom de vergonha. É difícil ter paciência e tranqüilidade, quando estamos cansados, fartos e sobrecarregados, quando qualquer suspiro pode ser o estopim para fazê-lo explodir. É difícil oferecer ao outro aquilo que precisamos, é difícil entender que hoje, de fato, não é um dia bom, mas sim, eu vou ficar aqui com você. É difícil largar aquela saída com os amigos porque hoje você não acordou bem e eu sei que, mesmo você dizendo “pode ir”, você deseja que eu fique aqui.

É difícil, sim, entender que o outro é diferente e mais difícil ainda é amar NAS diferenças. Em teoria, tudo parece complicado e distante de ser real, mas, quando a prática funciona, você entende o quão bonito é amar, o quanto a gente cresce, amadurece e aprende a se doar cada vez mais, a cada dia um pouquinho mais. Você aprende que amar é sempre ser mais e nunca ser menos. E que o outro ocupa um espaço que não pode ser preenchido por ninguém mais.

E, então, você entende que o outro, nas suas imperfeições, é o seu encaixe perfeito.

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A autora/o autor:

Thamilly Rozendo
Thamilly Rozendohttps://www.namorei.com.br/
Estudante de psicologia, apaixonada por artes, música e poesia. Não dispensa um sorvete e adora um pastel de feira com muito requeijão, mesmo sendo intolerante a lactose. Tem pavor de borboletas, principalmente as no estômago.
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