Contioutra
Cotidiano

Ser sincero não é ser estúpido. Sinceridade legítima não fere ninguém.

Ser sincero não é ser estúpido. Sinceridade legítima não fere ninguém.
A busca por uma sinceridade legítima que não machuca e não fere.

Como o mundo seria, se todos resolvessem falar apenas a verdade?

Se for difícil pensar no âmbito global, pense em como seria a sua vida, e de que forma os seus relacionamentos seriam afetados.

Todos mentem, ou no mínimo já mentiram, quem nega, já dá a prova da veracidade dessa afirmação. Não falo apenas de grandes mentiras – aquelas que são intencionalmente dirigidas para o mal a fim de machucar alguém (aliás, a “verdade” é comumente usada para este fim) – me refiro às mentiras “brancas“, reconhecidas como inofensivas.

Muitos defendem este tipo de comportamento mentiroso quando afirmam que o praticam para que haja paz e certa harmonia entre as relações, a fim de não machucar emocionalmente as pessoas de seu convívio social. Exemplo disso, é quando o seu chefe lhe pergunta se você está satisfeito com seu trabalho, e você responde que sim, quando na verdade não está. Ou quando você é posto em uma situação onde precisa interagir com alguém que você não gosta, mas não pode transparecer esse sentimento, então tenta fingir que está tudo bem. Até mesmo quando seu conjugue quer ir a algum lugar que você detesta, mas diz gostar apenas para não contrariar.

Estamos todos os dias expostos a esse tipo de situação, onde precisamos mentir sobre nós, sobre o que o sentimos, sobre o que fazemos, e sobre o que somos. Falamos coisas que não queremos dizer, falamos com quem não desejamos falar, e nos negamos o tempo inteiro sempre com a mesma desculpa de que todo esse sacrifício é com o propósito de manter a “paz”.

Minha proposta não é pregar o “sincerismo”, onde poderíamos falar tudo o que vem na nossa cabeça, não importando a quem e sem pensar se isso poderia ou não magoar. Mas sim, mudar o nosso olhar sobre o que pensamos ser verdade.

Ao invés de você dizer ao seu chefe que detesta seu emprego, pense sobre como essa fase está sendo importante para o seu crescimento profissional.

Quando tiver de interagir com alguém que você não gosta, não pense sobre o quanto essa pessoa é desagradável, mas aproveite para exercitar a tolerância e a piedade.

Quando tiver de ir a algum lugar que não queira para agradar a outro, pense no bem que está fazendo ao seu companheiro (a). Aproveite para conhecer coisas novas e encare como uma oportunidade de sair da sua concha.

Conclusão:

Não tente disfarçar a sua raiva pelo outro ou pela situação, esse pode até ser o caminho mais curto para estabelecer a “paz”, mas o melhor caminho é reverter os sentimentos dentro de você para que não precise mentir.

Ser verdadeiro não é ter carta branca para ferir as pessoas com palavras. Assim como, também não tem a ver apenas com palavras que agradam. Ser verdadeiro é ter compromisso com a verdade acima de tudo, e essa verdade tem que primeiramente mudar a mim mesmo e a minha forma de enxergar o mundo e as pessoas. Quando entendo isso, sou capaz até mesmo de dizer que amo a quem me odeia sem precisar mentir. Acredite, não há nada mais pacificador quando aplicamos um olhar sincero, sobretudo para nós mesmos. Experimente, e faça esse exercício em sua própria consciência.

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Sobre o autor/a autora

João Carlos
João CarlosTudo Inverso
João Carlos é um maltrapilho anônimo brincando de ser escritor. Em dias comuns, trabalha para sustentar seu vício em café e chocolate. Na folga, gasta a maior parte do seu tempo colecionando pensamentos subversivos. Repudia clichês, mas não resiste a uma alma sincera.

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